Affiche Black Out de sensibilisation à la soumission chimique en Nouvelle-Calédonie

“Black Out”: sensibilizar para a submissão química na Nova Caledónia

O documentário « Black Out », transmitido na Nova Caledónia, contribui para tornar visível a submissão química e as suas consequências. Para além dos testemunhos, relembra a importância de uma resposta rápida, respeitosa e coordenada.

Por que são necessários estes documentários?

A perda de memória, a confusão e o sentimento de vergonha podem atrasar a expressão. Mostrar a diversidade das situações ajuda a compreender que uma vítima nem sempre dispõe de um relato contínuo ou de provas imediatas.

A ausência de memória não põe em causa a realidade de um mal-estar ou de uma agressão. Os profissionais devem acolher a palavra sem julgamento e evitar qualquer formulação que faça recair a responsabilidade sobre a pessoa em causa.

Submissão química e vulnerabilidade química

A submissão química corresponde à administração de uma substância sem o conhecimento ou sob coação. A vulnerabilidade química designa a exploração de um estado provocado por consumo voluntário. Esta distinção é útil para a análise dos factos, mas não altera a responsabilidade do autor de uma agressão.

Não existe um cenário único que resuma o fenómeno. Os factos podem ocorrer num local festivo, num ambiente privado ou num contexto conhecido da vítima. Deve evitar-se generalizações sobre o produto utilizado, o autor ou o contexto.

Que sintomas podem ser observados?

  • sonolência ou embriaguez desproporcionada;
  • perturbações do equilíbrio, da fala ou da visão;
  • confusão, desorientação ou comportamento invulgar;
  • lacunas de memória ou amnésia;
  • náuseas, mal-estar, perda de consciência ou dificuldade respiratória.

Estes sintomas podem ter várias causas. No entanto, devem levar à proteção da pessoa e, quando o estado for preocupante, a solicitar imediatamente ajuda médica.

Em caso de perda de consciência, convulsões ou respiração anormal, chame os serviços de emergência sem esperar. Coloque a pessoa em posição lateral de segurança se estiver a respirar e permaneça junto dela.

O que fazer após uma suspeita?

  1. colocar a pessoa num local seguro e não a deixar sozinha;
  2. solicitar um atendimento médico rápido;
  3. indicar que se suspeita de submissão química;
  4. conservar, se possível, o copo, a garrafa ou a embalagem em causa;
  5. anotar os horários, os sintomas e os elementos conhecidos;
  6. em caso de agressão ou perigo, contactar a polícia ou a guarda nacional.

Algumas substâncias podem ser eliminadas rapidamente. Por isso, é preferível não esperar para consultar. Um teste rápido negativo não é suficiente para excluir os factos, pois pode não detetar a substância em causa.

A prevenção não deve isolar as vítimas

As mensagens de prevenção devem focar os comportamentos criminosos e a responsabilidade coletiva: vigiar um copo nunca pode tornar-se uma obrigação imposta à vítima. Os estabelecimentos e eventos têm interesse em formar as suas equipas, prever um ponto de acolhimento e organizar a cooperação com os serviços de emergência.

Consultar a página do documentário

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