Bond de la consommation de drogues dures en France : test salivaire drogue, test urinaires de dépistage, prévention, sécurité routière, cocaïne, héroïne, THC, lutte contre les stupéfiants.

Aumento do consumo de drogas duras em França

Um aumento acentuado no consumo

A França está a assistir a um aumento significativo no consumo de drogas pesadas. Segundo relatórios recentes, a cocaína, a heroína e o ecstasy são cada vez mais consumidos.

 

Cocaína: uma taxa em crescimento

Entre 2010 e 2022, as idas às urgências relacionadas com a cocaína triplicaram, atingindo 23 335 casos. Em 2022, foram registadas cerca de 72 idas às urgências por semana. Os homens, com uma média de 32 anos, representam 75% dos casos. As regiões mais afetadas são a Guiana (44,1 por 100 000), Provence-Alpes-Côte d’Azur (40,8) e Occitânia (27).

 

Policonsumo e complicações

33% dos consumidores de cocaína também apresentam intoxicações por álcool. Os benzodiazepínicos (9,6%), o cannabis (9,5%) e os opiáceos (4,8%) são frequentemente consumidos simultaneamente. As complicações incluem problemas cardíacos (dor torácica, taquicardia) e psiquiátricos (ansiedade, esquizofrenia).

 

Aumento das apreensões e produção

As apreensões de cocaína atingiram níveis recorde, com 27 toneladas interceptadas em 2021, um aumento de 44%. A produção mundial de cocaína também aumentou, contribuindo para uma maior disponibilidade no mercado europeu.

 

Um consumo em ascensão

Em 2023, quase um em cada dez adultos (9,4%) em França consumiu cocaína pelo menos uma vez na vida, comparado com 5,6% em 2017. O uso atual, definido como consumo nos últimos 12 meses, teve uma trajetória exponencial, multiplicando-se por dez entre 1992 (0,3%) e 2023 (2,7%). Este aumento espetacular reflete uma tendência preocupante de democratização e banalização da cocaína na sociedade francesa.

Uma imagem mostrando pessoas num ambiente urbano com elementos visuais representando diferentes drogas como comprimidos, pó branco, etc.

Envelhecimento dos consumidores de cannabis

Nas últimas três décadas, o cannabis continua a ser a droga ilícita mais consumida em França. Com um preço entre 8 e 10 euros por grama, a taxa de experimentação passou de 12,7% em 1992 para 50,4% em 2023, ou seja, um adulto em cada dois. O uso regular mantém-se estável desde 2014, afetando 3,4% dos adultos em 2022. Uma tendência notável é o envelhecimento dos consumidores, com cada vez mais adultos com 40 anos ou mais a continuar o consumo.

 

A explosão do consumo de heroína

O consumo de heroína em França também registou um aumento notável. Os dados mostram um aumento das apreensões, com uma quantidade recorde de 1,5 toneladas apreendidas em 2021. Em 2023, 0,8% dos adultos tinham consumido heroína pelo menos uma vez na vida, contra 0,3% em 1992. Este aumento acentuado destaca uma propagação preocupante do uso desta droga pesada.

 

Ecstasy: uma popularidade crescente

O ecstasy também vê o seu consumo aumentar. Em 2023, 5,6% dos adultos tinham experimentado esta droga, contra 3,1% em 2017. O uso recente (nos últimos 12 meses) passou de 0,9% em 2017 para 1,6% em 2023. Este aumento testemunha uma popularidade crescente do ecstasy, especialmente entre os jovens adultos.

 

Ketamina, GHB e 3MMC

O estudo do Observatório Francês das Drogas e das Tendências Adictivas (OFDT) inclui agora a ketamina, o GHB/GBL e a 3MMC. Em 2023, a experimentação da ketamina atinge 2,6% entre adultos de 18 a 64 anos, maioritariamente jovens de 25 a 34 anos (4,8%). Esta droga, vendida em pó ou cristais por 40 euros o grama, é frequentemente comprada no "darknet". Para a 3MMC e o GHB/GBL, as taxas de experimentação são inferiores a 1%, mas estas substâncias são populares nas práticas de "chemsex" para aumentar o prazer sexual e a resistência.

 

Conclusão

O aumento do consumo de drogas pesadas em França, nomeadamente cocaína, cannabis, heroína, ecstasy, ketamina, GHB e 3MMC, evidencia uma necessidade urgente de reforçar os esforços de prevenção. Em ama-prevention.fr, encontrará ferramentas e recursos essenciais para sensibilizar e prevenir estes consumos, apoiar as pessoas em dificuldade e encaminhá-las para estruturas de acompanhamento. A luta contra a banalização destas substâncias passa por uma melhor informação e uma mobilização coletiva.

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